Dor de cabeça
Enxaqueca: quando a dor de cabeça pede um neurologista
Enxaqueca e neurologista em Brasília: quando a dor de cabeça pede avaliação, os sinais de alarme que exigem pronto-socorro e como é a consulta.
Quase todo mundo já teve dor de cabeça. A enxaqueca é outra coisa. Ela tira a pessoa do trabalho, obriga a fechar a cortina do quarto no meio da tarde, cancela o almoço de domingo. Muita gente passa anos tratando as crises por conta própria, com o remédio da farmácia, até perceber que a dor está mandando na agenda. Esse costuma ser o momento de levar a dor de cabeça a um neurologista.
Antes de tudo, um aviso. Algumas dores de cabeça são urgência e não podem esperar consulta. Elas vêm logo abaixo.
Dor de cabeça que pede pronto-socorro
Vá ao pronto-socorro, ou ligue 192 (SAMU) se a pessoa não tiver condições de se deslocar, quando a dor de cabeça vier com:
- a pior dor da vida, que começa de repente e chega ao máximo em segundos ou poucos minutos, como uma explosão;
- febre e rigidez de nuca, quando o pescoço fica duro e dói para encostar o queixo no peito;
- perda de força ou formigamento de um lado do corpo, fala enrolada, boca torta ou perda de visão;
- confusão, sonolência fora do normal ou convulsão;
- pancada na cabeça, principalmente em idosos e em quem usa remédio para afinar o sangue.
Quem já tem enxaqueca também precisa de atenção se a crise de hoje for muito diferente das de sempre. “Essa não é a minha dor de sempre” é uma frase que o médico leva a sério.
Como reconhecer a enxaqueca
A enxaqueca tem características que ajudam a separá-la de outras dores de cabeça:
- a dor costuma ser latejante, como se pulsasse;
- muitas vezes pega um lado da cabeça, mas pode ser dos dois lados ou mudar de lado de uma crise para outra;
- é moderada a forte e piora com esforço, como subir escada ou carregar sacola;
- vem com enjoo ou vômito e com incômodo diante da luz e do barulho, às vezes também de cheiros;
- sem tratamento, a crise pode durar de algumas horas a cerca de três dias.
Em crise, a pessoa quer ficar deitada, no escuro e em silêncio. Mesmo depois que a dor passa, pode ficar um dia inteiro cansada, como numa ressaca.
A enxaqueca é mais comum em mulheres e costuma começar na adolescência ou no início da vida adulta, embora possa aparecer em outras fases. Ela é diferente da dor de cabeça do tipo tensional, a mais comum de todas, que aperta dos dois lados como uma faixa em volta da cabeça, é leve a moderada e não piora com esforço. Muita gente tem os dois tipos, e reconhecer cada um muda o tratamento.
A aura
Uma parte das pessoas com enxaqueca tem aura antes da dor. O mais comum é um sintoma visual: pontos brilhantes, linhas em zigue-zague que piscam, uma mancha que vai crescendo e apaga parte da visão. Pode haver também formigamento que sobe pela mão até o rosto ou dificuldade passageira para achar palavras. A aura se instala devagar, ao longo de minutos, e costuma durar menos de uma hora.
A primeira aura da vida, ou uma aura diferente da habitual, merece avaliação médica rápida, porque alguns desses sintomas também aparecem em problemas de circulação do cérebro.
Gatilhos comuns
A enxaqueca é uma condição do cérebro, e muitas vezes há outros casos na família. Os gatilhos não causam a doença, mas podem disparar as crises em quem já tem a tendência. Os mais conhecidos:
- ficar muito tempo sem comer;
- dormir pouco, ou dormir muito mais que o habitual no fim de semana;
- estresse, e também o relaxamento logo depois dele, como no primeiro dia de férias;
- período menstrual;
- bebida alcoólica, com destaque para o vinho tinto em algumas pessoas;
- pouca água, algo que pesa no ar seco de agosto e setembro em Brasília;
- cheiros fortes, luz piscando e muitas horas seguidas de tela.
Cada pessoa tem os seus. Um diário de dor de cabeça, no papel ou no celular, ajuda a descobrir quais são: data, hora, intensidade, o que comeu, como dormiu, que remédio tomou e se funcionou. Algumas semanas de anotação costumam mostrar padrões que ninguém tinha notado.
Quando a enxaqueca pede um neurologista
Nem toda pessoa com enxaqueca precisa de neurologista. Quem tem crises raras, que melhoram bem com o que já foi combinado com o clínico, pode seguir assim. Vale buscar um neurologista em Brasília para enxaqueca quando:
- as crises acontecem várias vezes por mês e atrapalham trabalho, estudo ou vida em família;
- o remédio que funcionava deixou de funcionar, ou é preciso tomar cada vez mais;
- a dor mudou de padrão: ficou mais frequente, mais forte ou diferente;
- a dor de cabeça começou depois dos 50 anos, em quem nunca teve;
- a crise vem com aura nova ou com sintomas que assustam;
- há dúvida se é mesmo enxaqueca ou outro tipo de dor de cabeça.
O excesso de remédio para dor
Um problema frequente em quem tem enxaqueca é o uso de analgésico várias vezes por semana, todas as semanas. Com o tempo, o próprio remédio pode passar a manter a dor. As crises ficam mais frequentes, a pessoa toma mais comprimidos, e o ciclo se fecha. Isso tem nome: cefaleia por uso excessivo de medicação.
Sair desse ciclo pede orientação médica. Não é recomendável cortar tudo de uma vez por conta própria, nem trocar um remédio por outro da farmácia.
Como é a consulta
A consulta de dor de cabeça é, em boa parte, uma conversa detalhada. O neurologista quer saber quando a dor começou na vida, como é uma crise do início ao fim, quantas acontecem por mês, o que piora, o que alivia, quais remédios já foram usados e em que quantidade, como está o sono e se há casos na família. O diário de dor, se a pessoa tiver, ajuda muito.
Depois vem o exame neurológico. Quando a história é típica de enxaqueca e o exame é normal, muitas vezes não é preciso fazer exame de imagem. Se aparece algum sinal diferente, o médico pede ressonância ou outros exames.
O tratamento tem duas frentes. Uma é o tratamento da crise: o que tomar e em que momento, quando a dor começa. A outra, para quem tem crises frequentes, é o tratamento preventivo, que busca diminuir quantas crises acontecem e quanto elas atrapalham a vida. Há opções com remédio e sem remédio, e a escolha cabe ao médico, depois de avaliar cada caso. Sono regular, refeições em horário, atividade física e cuidado com o estresse entram no plano.
Neurologista para enxaqueca em Brasília
Em Brasília, o Dr. Marcos Estrela recebe adultos com enxaqueca e outras dores de cabeça no consultório da Asa Sul, no Centro Clínico Oswaldo Cruz (SHLS 716, Conjunto F, Sala 604). Ele é neurologista, com CRM 2910-DF e RQE 1903, e atende de forma particular, sem convênio.
Para marcar uma avaliação, fale com o consultório pelo WhatsApp, no botão desta página. Se preferir, pergunte pelo WhatsApp se a consulta pode ser por telemedicina.
Perguntas frequentes
Enxaqueca é a mesma coisa que dor de cabeça forte?
Não exatamente. A enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça, geralmente latejante, que piora com esforço e vem com enjoo e incômodo com luz e barulho. Uma dor forte pode ter outras causas.
Precisa fazer tomografia ou ressonância para enxaqueca?
Nem sempre. Quando a história é típica e o exame neurológico é normal, muitas vezes o exame de imagem não é necessário. O neurologista pede quando há algum sinal diferente.
Tomar remédio para dor de cabeça toda semana faz mal?
Usar analgésico várias vezes por semana, de forma regular, pode acabar mantendo a dor de cabeça. Se isso acontece, vale conversar com o médico antes de mudar qualquer coisa por conta própria.
Minha esposa tem crises perto da menstruação. Isso é comum?
É comum. As variações hormonais do ciclo menstrual são um gatilho conhecido de crises em muitas mulheres, e isso entra no planejamento do tratamento.
Quando a dor de cabeça é caso de pronto-socorro?
Quando é a pior dor da vida e começa de repente, quando vem com febre e rigidez de nuca, com perda de força, de fala ou de visão, ou depois de uma pancada na cabeça. Nesses casos, vá ao pronto-socorro ou ligue 192.
Leia também
Perda de memória repentina em idosos: quando é urgência
Perda de memória repentina em idosos com fala enrolada, boca torta ou fraqueza é urgência: ligue 192. Veja as causas agudas e o que fazer em casa.
Primeiros sinais de Parkinson: o que observar
Primeiros sinais de Parkinson: tremor com a mão parada, lentidão, letra miúda, passos curtos e sintomas que vêm antes. Saiba o que observar em casa.
Perda de memória recente em idosos: o que é da idade e o que não é
Perda de memória recente em idosos: o que é esquecimento normal da idade, os sinais que pedem avaliação e as causas que podem ter tratamento.